Avaliação dos nódulos mamários

 

nódulo mamário e ultrassonografia das mamas

O que é um nódulo mamário?

A palpação de um nódulo ou “caroço”, nas mamas, é uma queixa relativamente comum e costuma trazer grande preocupação para muitas mulheres. Em boa parte dos casos a percepção de uma nodulação da mama não representa verdadeiramente um nódulo, podendo muitas vezes corresponder a ilhotas de parênquima glandular em meio ao tecido adiposo (gorduroso) normal.

  • A mama é composta basicamente de parênquima glandular, ductos e tecido gorduroso. Contudo a proporção entre esses componentes varia de acordo a região da mama e também com a idade da paciente. Geralmente encontramos mais tecido glandular na parte superior e lateral da mama, sendo, por isso, esta uma região mais sensível, frequentemente mais dolorosa no período pré-menstrual.

composição da mama

 

Os cistos representam o achado mais frequente no exame das mamas, com maior prevalência entre 30-50 anos, sendo compostos em sua maior parte por líquido. Podem ser únicos ou múltiplos, e, quando possuem aspecto simples (formados apenas por líquido e de paredes finas), são benignos em 100% dos casos.

cisto simples da mama
Cisto simples

Outras causas de nodulações na mama são os chamados nódulos sólidos, que podem representar desde lesões benignas como o fibroadenoma e o lipoma, até tumores malignos como os carcinomas.

 Qual o nódulo sólido mamário mais comumente encontrado?

  • Fibroadenoma: é um tumor fibroepitelial benigno, sendo o mais comum entre os nódulos sólidos benignos da mama. Ocorre geralmente entre 20 e 40 anos de idade, podendo ser único ou, em cerca de 15% dos casos, múltiplos e bilaterais.

Alguns sinais e sintomas merecem atenção e, quando identificados, necessitam de avaliação médica:

• Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;
• Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persiste por mais de um ciclo menstrual;
• Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;
• Descarga mamilar sanguinolenta unilateral;
• Lesão eczematosa (avermelhada e úmida) da pele que não responde a tratamentos tópicos;
• Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral;
• Presença de gânglio axilar aumentado de tamanho;
• Aumento progressivo do tamanho da mama acompanhado de inchaço e pele com aspecto de casca de laranja;
• Retração na pele da mama;
• Mudança no formato do mamilo.

Qual a importância da ultrassonografia diante da suspeita de nódulo na mama?

A aplicação da ultrassonografia mamária é fundamental na avaliação de nódulos palpáveis principalmente para a diferenciação entre cistos e tumores sólidos.

Diante do achado de um nódulo sólido, o médico poderá estudar as características e formato do nódulo, podendo classificá-lo como de natureza benigna ou suspeita para malignidade.
A ultrassonografia é usada ainda como método de imagem para guiar biópsia e punções da mama.

A partir de qual idade a mamografia está indicada?

A Sociedade Americana de Câncer (ACS, na sigla em inglês) definiu recentemente 45 anos como idade mínima para início do rastreamento com mamografia. De acordo com a ACS, o exame deve ser anual até os 54 anos e, a partir daí, a mamografia seja feita a cada dois anos.

Segundo as Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama, publicada em 2015 pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) junto com o ministério da saúde,  a mamografia de rotina é recomendada para as mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos.

Pacientes de alto risco para o câncer de mama devem começar o rastreio mais precocemente e pode-se associar outras metodologias diagnósticas como Ressonância Magnética da mama e pesquisa para mutações genéticas, incluindo os genes BRCA1 e BRCA2.

Quais pacientes são consideradas de alto risco para o câncer de mama?

  • História familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos ou de câncer de mama bilateral ou de ovário em qualquer idade;
  • História familiar de câncer de mama masculino;
  • Biópsia mamária com diagnóstico de lesão proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ;
  • História prévia de radioterapia do tórax.

Como interpretar o resultado do exame?

Com o objetivo de padronizar a análise e conduta dos exames de imagem da mama, o Colégio Americano de Radiologia desenvolveu o BI-RADS, um sistema de relatório que estabelece categorias para os achados do exame, baseadas no risco percentual para malignidade.

Após a realização da mamografia ou ultrassonografia da mama, o médico examinador define uma categoria do BI-RADS.

 

BI-RADS 0Inconclusivo
BI-RADS 1Sem achados
BI-RADS 2Achados benignos
BI-RADS 3Achados provavelmente benignos
BI-RADS 4Achados suspeitos
BI-RADS 5Achados muito suspeitos
BI-RADS 6Achado comprovadamente maligno

 

Dr. Assuero Azevedo  CRM-BA 23501

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